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	<title>Autor Desconhecido</title>
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	<description>Este site existe para provar que o Autor Desconhecido não existe</description>
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		<title>No frigir dos ovos &#8211; Na boca do povo</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 21:54:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Lampert</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos Desvendados]]></category>
		<category><![CDATA[apócrifo]]></category>
		<category><![CDATA[autor]]></category>
		<category><![CDATA[autor desconhecido]]></category>
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		<category><![CDATA[claudemir beneli]]></category>
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		<category><![CDATA[saborear a língua portuguesa]]></category>
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		<description><![CDATA[Já tenho a confirmação da autoria deste texto que circula pela web via email com apêndices detestáveis e assinado por&#8230;quem? Quem? Quem?&#8230;Sim!!! Ele!!! Sempre ele, nosso amável e eternamente altruísta Autor Desconhecido!! Mas não foi ele quem escreveu esse texto, queridos, até porque &#8211; você e eu sabemos &#8211; ele não existe. Yes, você que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Já tenho a confirmação da autoria deste texto que circula pela web via email com apêndices detestáveis e assinado por&#8230;quem? Quem? Quem?&#8230;Sim!!! Ele!!! Sempre ele, nosso amável e eternamente altruísta Autor Desconhecido!! Mas não foi ele quem escreveu esse texto, queridos, até porque &#8211; você e eu sabemos &#8211; ele não existe. Yes, você que está chegando hoje no blog talvez ainda não soubesse e nutrisse a expectativa romântica a respeito da existência de um ser que escreve anonimamente e espalha seus textos pelo mundo pelo simples prazer de ver letras volantes para lá e para cá. Textos legais são obra de mentes legais e é sempre bom conhecê-las, não é mesmo? Neste caso, a mente brilhante por trás do texto atende pelo nome de Claudemir Beneli e o universo agradeceria se os devidos créditos lhe fossem dados. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Note que o larápio que resolveu encaminhar o texto via email o fez de propósito, já que o spam começa com a seguinte declaração:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<span style="line-height: normal;">Encontra-se na internet o seguinte texto relativo à resposta de um internauta para uma pergunta de outro, que indagava:</span><br style="font-family: arial, sans-serif; line-height: normal; color: #333300;" /><br style="font-family: arial, sans-serif; line-height: normal; color: #333300;" /><span style="line-height: normal;">Alguém sabe me explicar, num português claro e direto, sem figuras de linguagem, o que quer dizer a expressão &#8220;no <span style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: #ffff88;">frigir</span> <span style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: #ffff88;">dos</span> <span style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: #ffff88;">ovos</span>&#8220;???</span><br style="font-family: arial, sans-serif; line-height: normal; color: #333300;" /><br style="font-family: arial, sans-serif; line-height: normal; color: #333300;" /><span style="line-height: normal;">Resposta:</span><br style="font-family: arial, sans-serif; line-height: normal; color: #333300;" /><br style="font-family: arial, sans-serif; line-height: normal; color: #333300;" /><span style="line-height: normal;">Quando comecei, pensava que escrever sobre comida seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos.&#8221;</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Fingindo tratar-se de uma resposta do Yahoo Respostas &#8211; ou coisa do gênero (como se fosse corriqueiro tropeçar nesse tipo de qualidade literária por aí), o indivíd<span style="color: #000000;">uo destroçador de textos o toma como domínio público e encaminha (certamente achou que teve uma &#8220;grande sacada&#8221; ao formular </span></span><span style="color: #000000;">a falsa pergunta).</span> Outros, aqueles que ainda acreditam que não há o menor problema em divulgar textos apócrifos e sem pai nem mãe, reencaminham&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Acho  triste receber um texto brilhante e não poder saber nada a respeito de seu autor&#8230;refaço meu apelo de sempre: ou repasse o texto original com a autoria correta (e confirmada) ou controle-se e não repasse. Ajude a acabar com a decapitação de textos, desmembramento de ideias e evaporação de bons escritores na web. Gostou de um texto? Então respeite a mente que o criou.  Segue o link e o texto original (infelizmente, a coluna foi descontinuada, mas felizmente os arquivos continuam lá, com outros textos igualmente brilhantes do autor):</span></p>
<p><span style="font-family: arial, sans-serif; color: #333300;"><span style="line-height: normal;"><br />
</span></span></p>
<p><a href="http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-14--1688-20050520&amp;tit=na+boca+do+povo">http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-14&#8211;1688-20050520&amp;tit=na+boca+do+povo</a></p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td bgcolor="#FFFFFF">
<table style="width: 100%;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td style="padding: 8px 0px;">
<table style="width: 100%;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="2">
<tbody>
<tr>
<td style="color: #3c3c3c; font-size: 18px;" width="90%" align="left"><span style="color: #000000;">20/05/2005 &#8212; 11h00<br />
<strong>Na boca do povo</strong></span></p>
<p><strong><em><span style="color: #000000;">Claudemir Beneli</span></em></strong></p>
<div><span style="color: #000000;">As expressões populares que colocam a comida na &#8220;ponta da língua&#8221; dos brasileiros</span></div>
</td>
<td width="5%" align="right"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
<tr>
<td></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
<tr>
<td><span style="color: #000000;"><img src="http://www.bonde.com.br/t.gif" alt="" width="1" height="10" /></span></td>
</tr>
<tr>
<td>
<table style="width: 100%;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td><span style="color: #000000;"><img src="http://www.bonde.com.br/t.gif" alt="" width="20" height="1" /></span></td>
<td>
<table style="width: 100%;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr style="text-align: justify;">
<td id="resttexto" style="padding-top: 10px; font-size: 15px;">
<div id="HOTWordsTxt"><span style="color: #000000;">Quando comecei com  essa coluna, pensava que escrever sobre comida seria sopa no mel, mamão  com açúcar. Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que  comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos. Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem idéias e pra  descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa. E não adianta chorar  as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo as favas.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir  comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de  grão em grão que a galinha enche o papo.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Contudo é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do  ponto, encher lingüiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de  que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu  peixe. Afinal não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">A quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e  vai com muita sede ao pote. Mas como o apressado come cru, essa gente  acaba falando muita abobrinha, são escritores de meia tigela, trocam  alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de  assar leitão.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo  nas mãos, eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na  maionese&#8230;etc.). Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate,  enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor que sai com  cara de quem comeu e não gostou.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê  não é tudo farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para  engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos,  literalmente.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Por outro lado se você tiver os olhos maiores que a barriga o  negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta  chorar sobre o leite derramado porque ninguém vai colocar uma azeitona  na sua empadinha não. O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é  uma banana, afinal pimenta nos olhos dos outros é refresco.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir  plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e depois quando se  junta a fome com a vontade de comer as coisas mudam da água pro vinho.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Se embananar, de vez em quando, é normal, o importante é não  desistir mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha  que no frigir dos ovos a conversa chega na cozinha e fica de se comer  rezando. Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata  engorda.</span></p>
<p><strong><em><span style="color: #000000;">Acompanhamentos</span></em></strong></p>
<p><span style="color: #000000;">Como vimos, além de rica em cores e sabores a culinária  brasileira também oferece ótimos eufemismos  e deliciosas metáforas.  Desempenhando uma função social que vai muito além da nutrição, a  comida, no Brasil, está relacionada a diversas manifestações da cultura  popular, entre elas a linguagem.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Dessa interação nasceram várias expressões famosas e  corriqueiras, verdadeiras &#8220;pérolas&#8221; do colóquio nacional. Saber a origem  de algumas delas pode ser tão prazeroso quanto provar um bom prato. O  difícil é conseguir provar a tal origem, pois quando se trata de  expressões populares cada um tem sua própria versão.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">As descritas abaixo são as minhas versões, às vezes, inspiradas  na de outros, já que andei pesquisando um pouco. Não acredite em tudo.  Mas, por mais estapafúrdias que pareçam, certas origens podem muito bem  ser verdadeiras.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">- A carne é fraca – Essa expressão retirada da bíblia representa  a dificuldade de se resistir a certas tentações. A gula (pecado ou não)  está sempre nos mostrando isso, porque a carne pode até ser fraca, mas  grelhadinha no molho de mostarda&#8230;hum! Fica divina. &#8220;Vigiai e orai,  para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto,  mas a carne é fraca&#8221;. (Mt. 26:41)</span></p>
<p><span style="color: #000000;">- Apressado come cru – Como o microondas e o <em>fast food</em> são invenções recentes, até certo tempo atrás era preciso esperar um  pouco mais para a comida ficar pronta, ou então comê-la crua. Nessa  época a culinária japonesa ainda não estava na moda, logo comida crua  era vista com maus olhos, e a expressão passou a ser usada para  significar afobamento, precipitação&#8230;etc.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">- Arroz de festa – Assim são chamadas aquelas pessoas que não  perdem uma festa por nada, tendo ou não sido convidadas pra mesma. A  origem dessa expressão talvez advenha do costume de se jogar arroz em  recém casados. Mas o mais provável é que ela tenha surgido devido a uma  antiga tradição portuguesa. Nas festas e comemorações das tradicionais  famílias portuguesas nunca faltava uma sobremesa feita com arroz, leite,  açúcar e algumas especiarias (arroz doce) e que era conhecida, na  época, como &#8220;arroz de festa&#8221;.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">- Chorar as pitangas – Pitangas são deliciosas frutinhas  vermelhas cultivadas e apreciadas em todo o país, principalmente nas  regiões norte e nordeste. A palavra pitanga deriva de <em>pyrang</em>, que  em tupi guarani significa vermelho. Sendo assim a provável relação da  fruta com o pranto vem do fato de os olhos ficarem vermelhos, parecendo  duas pitangas, quando se chora muito.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">- Comer o pão que o diabo amassou – Significa passar por uma  situação difícil, um sofrimento. Imagino que a origem dessa expressão  venha do fato de que deve ser, realmente, indigesto engolir um pão  amassado (amassar é o mesmo que fazer a massa) pelo capeta. Além da  procedência, nada confiável, do produto (se vem do coisa ruim, boa coisa  não pode ser) tem grandes chances desse pão vir queimado, já que foi  assado no fogo do inferno.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">- Dar uma banana – É das poucas expressões que são acompanhadas  por um gesto. Aliás, neste caso, o mais provável é que o gesto tenha  inspirado a expressão, já que ele existe em vários países como Portugal,  Espanha, Itália e Brasil. Em todos esses lugares o gesto significa a  mesma coisa: um desabafo ou uma ofensa. Já a alusão à banana é  exclusividade tupiniquim e fica por conta da criatividade, tão peculiar  ao brasileiro.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">- Farinha do mesmo saco &#8211; <em>&#8220;Homines sunt ejusdem farinae&#8221;</em> esta frase em latim (homens da mesma farinha) é a origem dessa  expressão, utilizada para generalizar um comportamento reprovável. Como a  farinha boa é posta em sacos diferentes da farinha ruim, faz-se essa  comparação para insinuar que os bons andam com os bons enquanto os maus  preferem os maus.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">- Pagar o pato – A expressão deriva de um antigo jogo praticado  em Portugal. Amarrava-se um pato a um poste e o jogador (em um cavalo)  deveria passar rapidamente e arrancá-lo de uma só vez do poste. Quem  perdia era que pagava pelo animal sacrificado, sendo assim passou-se a  empregar a expressão para representar situações onde se paga por algo  sem obter um benefício em troca.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">- Ser de meia tigela – Na época da monarquia portuguesa muitos  jovens habitavam os castelos, eles prestavam serviços domésticos à corte  e recebiam alimentação e moradia por isso. Entre estes jovens, haviam  vários vindos do interior, que pela pouca experiência e origem humilde,  eram desprezados pelos veteranos, sendo ironicamente tratados por  &#8220;fidalgos de meia tigela&#8221;, já que embora habitassem o palácio não  participavam de rituais importantes da corte. Como em alguns desses  ritos quebravam-se tigelas, dizia-se que eles eram de meia tigela porque  nunca quebrariam a tigela, privilégio reservado aos nobres.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Bom, essas são algumas das histórias mais interessantes, mas se  você se interessou pelo assunto e quer continuar a desvendar a origem  das expressões, pode recorrer a sua própria criatividade, a sua avó e as  amigas dela do jogo de biriba ou então aos seguintes livros:</span></p>
<p><span style="color: #000000;">- De onde vêm as palavras, Deonísio da Silva (Editora A Girafa,  2004). &#8211; Neste livro se encontram milhares de verbetes explicando a  origem etimológica de várias palavras e expressões. Mais do que  desvendar a origem, Deonísio explica, em alguns casos, a história das  palavras e como elas se modificaram desde o seu surgimento.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">- Mas será o Benedito?, Mario Prata (Editora Globo, 1996) &#8211;  Várias histórias criadas pelo autor para explicar a origem de algumas  expressões populares faladas por nós estão presentes neste livro.  Privilegiando mais o humor que o rigor científico, Mario Prata assume  que inventou a maioria dos verbetes sem se preocupar com a verdade  histórica. O livro também pode ser encontrado na Internet, no site do  autor está disponível uma versão integral do texto, o endereço é:  www.marioprataonline.com.br</span></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td><img src="http://www.bonde.com.br/t.gif" alt="" width="1" height="20" /></td>
</tr>
<tr>
<td style="padding: 6px;" bgcolor="#026972">Claudemir Beneli &#8211; Gastronomia e Culinária</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
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		<title>Site Autor Desconhecido Homenageado</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Jun 2010 21:49:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Lampert</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[De vez em quando eu descubro umas homenagens e citações. Como já comentei por aqui, dificilmente alguém me avisa que o site foi citado em algum jornal, revista ou site. Assim fica difícil de salvar os registros, coisa que gostaria de fazer. Descobri que o Autor Desconhecido recebeu menção na terceira edição da Revista Contemporânea. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;">De vez em quando eu descubro umas homenagens e citações. Como já comentei por aqui, dificilmente alguém me avisa que o site foi citado em algum jornal, revista ou site. Assim fica difícil de salvar os registros, coisa que gostaria de fazer. Descobri que o Autor Desconhecido recebeu menção na<a href="http://revistacontemporaneaed03.wordpress.com/persona-contemporanea/" target="_blank"> terceira edição da Revista Contemporânea</a>. Fui a &#8220;Persona Contemporânea&#8221; da edição, mas a homenagem não foi para mim, foi para o Autor, então que ele receba os devidos louros. <img src='http://lampert.com.br/autordesconhecido/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </span></p>
<p>Segue o texto da homenagem:</p>
<h2><a href="http://revistacontemporaneaed03.wordpress.com/">REVISTA  CONTEMPORÂNEA – EDIÇÃO 03</a></h2>
<p>Simone Costa – Editora</p>
<p><!-- [END] #header --></p>
<h1>PERSONA CONTEMPORÂNEA</h1>
<div id="attachment_698" style="width: 230px;"><a href="http://revistacontemporanea.files.wordpress.com/2010/02/vanessa-lampert.jpg"><img title="vanessa lampert" src="http://revistacontemporanea.files.wordpress.com/2010/02/vanessa-lampert.jpg?w=220&amp;h=207" alt="" width="220" height="207" /></a>Vanessa  Lampert &#8211; III Selo Persona Contemporânea</div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: large;">O Selo <em>Persona  Contemporânea</em> homenagea – a cada edição – um profissional que  destaca-se na  literatura, nas artes, na cultura ou no intretenimento  virtual. Por sua  contribuição peculiar e reveladora.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: large;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: large;">Nesta  terceira edição  O <em>Persona  Contemporânea</em> vai para a Artista e  escritora VANESSA LAMPERT por  seu relevante trabalho de “caça créditos”  que faz no site AUTOR  DESCONHECIDO. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: large;">Você tem um  texto de autor  desconhecido?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: large;">Gostaria de conhêce-lo? </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: large;">Já viu  seu texto publicado com  créditos para outra pessoa?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: large;"> Quer resolver?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: large;">Fale  com a Vanessa…</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: large;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.vanessalampert.com.br/?cat=7"><span style="font-size: large;">AUTOR  DESCONHECIDO</span></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: large;">Vanessa  Lampert</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: large;">Da primeira vez  chegamos à noite,  olhamos a estátua, a máquina de escrever, a agenda,  os jornais e a  caneta bic empoeirados sobre o banco, o olhar perdido no  horizonte,  observando a bela paisagem da orla do Leblon.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: large;">- Quem será  esse? – Perguntei para o  Davison, já procurando uma placa que  identificasse a estátua. Absortos  em nossa ignorância, não encontramos o  nome do cara em lugar algum.  Chegamos então à conclusão de que se  tratava de uma homenagem ao Autor  Desconhecido.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: large;">Sim, aquele  mesmo que escreve os  textos mais legais da internet, que a gente recebe  por e-mail, lê em  sites, em blogs e até em muito jornal por aí. O  Autor Desconhecido é o  profissional mais altruísta que existe, ele não  quer divulgar seu nome  nas coisas que escreve, seu intuito é apenas  produzir para jogar ao  vento, para espalhar a arte, para que o  resultado de seu árduo trabalho  seja de domínio público, como uma mente  completamente desapegada, como a  mãe que joga seus lindos filhos no  mundo para que todos possam ter a  oportunidade de carregá-los no colo.  Ela vira as costas, não deixa nome,  telefone, nem endereço, não deixa  rastro. Definitivamente, um cara  desses merece uma homenagem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: large;">Dia  desses resolvi voltar lá, para  tirar foto da estátua do Autor  Desconhecido. Uma garoa fina me  acompanhou até que eu alcançasse o  final do calçadão do Leblon, onde  repousa a justa homenagem. Um gari,  sentado ao lado da escultura  atrapalhava a minha foto. Resolvi sentar  ali perto enquanto aguardava  que o homem retomasse seu trabalho. Em  vão. Levantei e olhei para os  pertences do Autor Desconhecido, sua  caneta, agenda, jornal e máquina de  escrever…a garoa retirou a poeira e  pude ver que havia, no jornal, algo  escrito. Me aproximei e li:  “Zózimo”. Pensei alto:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: large;">- Não acredito que esta é a placa. – O   gari ouviu e me explicou, em tom importante:<br />
- Esse é o Zózimo.<br />
-  Ele era jornalista – Explicou o pipoqueiro, sentado próximo, ao que o   gari completou, apaixonado:<br />
- É, tinha uma coluna no Jornal do  Brasil. Na verdade ele é mais do que  isso. É o símbolo do carioca que  sai do trabalho, olha o mar, observa a  paisagem. Sem essa estátua o  Leblon não seria o Leblon.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: large;">Após uma rápida aula do gari sobre a   vida e obra de Zózimo Barroso, tirei minhas fotos, com os dois ao fundo,   porque agora faziam parte do contexto, não?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: large;">Aprendi com tudo  isso o que eu já  sabia: não havia homenagem alguma ao Autor  Desconhecido simplesmente  porque não existe o Autor Desconhecido. O que  existe é a preguiça e a  falta de atenção que nos faz passar reto pela  identidade do autor, a  preguiça de retirar a poeira sobre as letras e  descobrir quem escreveu  aquele texto. O autor desconhecido não existe. É  só procurar um pouco e  rapidinho a gente descobre quem ele é. É só ter  um pouquinho de  paciência e humildade para descobrir, nem que seja  através de um gari.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: large;">O Zózimo de bronze, no entanto,  torna-se o  espelho de tantos autores desconhecidos que têm seus textos  roubados e  repassados sem autoria ou até mesmo assinados por outra  pessoa. O  legal da internet é poder divulgar textos interessantes,  espalhar o que  nos chama a atenção, mas sempre respeitando o trabalho  alheio,  colocando os devidos créditos e não repassando texto sem autor.  Sempre  checar, aliás, a autoria dos textos que recebemos por e-mail,  fazendo  uma rápida pesquisa no google com uma frase do texto entre  aspas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: large;">Enchi  tanto o saco dos meus amigos (e  da lista de amigos deles) com esse papo  de respeito ao trabalho dos  outros quando eles me mandavam textos que  eu recebia sem autoria ou com  autoria equivocada que hoje em dia  ninguém mais me manda nada e eu fico  sabendo pelos outros do que anda  circulando na internet. O problema é  que quando esses textos saem da  internet para a coluna de alguém em um  jornal, por exemplo, ou como  texto de estudo em uma sala de aula, a  coisa complica. Dá a impressão  de que escrever não é trabalho e que um  texto brota do nada, assim, no  papel, se auto-escrevendo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: large;">Fiquei sabendo dia desses de um texto   para o qual estou fazendo operação caça-créditos que foi parar em uma   coluna de jornal sem que fosse citado o autor. Não é o único, eu sei, e a   pessoa que o publicou certamente o fez achando que ele havia sido   escrito pelo tal Autor Desconhecido do início deste post. A partir do   momento em que constatamos a inexistência dessa entidade, nos deparamos   com um problema grave. Não é frescura querer que seu nome esteja   atrelado a seu trabalho porque o escritor não tem outra forma de ter seu   trabalho reconhecido e divulgado, ou seu nome vai com o seu texto, ou   seu texto vai e seu nome fica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: large;">Então, por Zózimo, tenhamos um  pouco  de respeito pelos escritores que abrem seu talento aqui na  internet e  façamos, cada um, a nossa parte. Tenho falado sobre isso  aqui há muito  tempo, mas agora decidi que algo mais específico deve ser  feito.  Pensando nisso, acabo de criar este blog, onde reunirei os  textos  roubados, falarei de seus autores e farei aqui uma espécie de  “banco de  dados de textos perdidos”, para facilitar as buscas de quem  recebe texto  sem autor. A idéia é transformar, em um futuro próximo, o  blog em um  site, com mecanismo de busca rápida de textos dentro de seu  próprio  conteúdo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: large;">Já tenho bastante material, mas vou   postando aos poucos. Sim, os textos são fantásticos, por isso mesmo   devemos respeitar seus autores. Dizer que um texto não tem autor é   mentira, atribuir a autoria a outra pessoa, é roubo. Repassar texto sem   autor ou roubado, é conivência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: large;">O Autor Desconhecido não existe,  todo  texto tem autor, nenhum texto se auto-produz. Escrever é trabalho e  os  escritores que disponibilizam seus textos na net não se importam se  você  quiser enviar para algum amigo por e-mail ou postar em seu blog,  desde  que dê os devidos créditos ao autor. E o que é dar os créditos ao  autor?  É um troço fácil: é só colocar no nome do autor no início ou no  final  do texto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: large;">Questão de respeito, Internet é só  mais  um meio de transportar informações, não é uma outra dimensão em que   nossos valores e princípios podem ser jogados no lixo assim. Somos   pessoas lidando com pessoas, como em qualquer outro lugar, qualquer   outra situação. Respeito. É o que pedimos. Simples assim.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: large;">Aqui reunirei  os textos órfãos aos  seus pais. Há tempos fazemos o que eu chamo de  “operação caça-créditos”  procurando textos de “autor desconhecido”  cujos autores eu conheço <img src="../../autordesconhecido/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" /> e avisando, site por site, da autoria. Muitos sites têm   colaborado conosco, mas ainda somos formiguinhas muito pequenas nessa   tarefa. Com os textos reunidos aqui e o depoimento dos autores, será   mais fácil obter a ajuda de vocês para este trabalho. Vamos nos divertir   na internet sim, mas sem desrespeitar o trabalho alheio, assim todo   mundo fica feliz e cumpre seu papel.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: large;">Fale  com a Contemporânea e participe da  indicação para o próximo Selo Persona  Contemporânea<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: large;">simonealcosta@gmail.com</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: large;">parceriacontemporanea@gmail.com<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:  large;"><br />
</span></p>
<div id="attachment_698" style="width: 230px; text-align: justify;"><a href="http://revistacontemporanea.files.wordpress.com/2010/02/vanessa-lampert.jpg"></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: large;"><br />
</span></p>
</div>
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		<title>Rodeio de ego</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 17:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Lampert</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rosana Hermann]]></category>
		<category><![CDATA[Textos Desvendados]]></category>

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		<description><![CDATA[Para encerrar o momento Rosana Hermann :
Rodeio de Ego 
Rosana Hermann 
&#8220;Não se deixe enganar por essa letrinha com corpinho 1, em  
itálico, mostrando meu nome bem pequenininho. É disfarce.
No fundo, meu ego megalomaníaco gostaria que o nome
estivesse em letras garrafais, brilhantes, luminosas, em
Times Square, Nova York, como aliás, fazem alguns
apresentadores de tv nas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para encerrar o momento <a href="http://queridoleitor.zip.net/" target="_blank">Rosana Hermann</a> :</p>
<p><strong>Rodeio de Ego</strong></span> <span style="color: #000000;"></p>
<p><em>Rosana Hermann</em></span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>&#8220;Não se deixe enganar por essa letrinha com corpinho 1, em </span> <span style="color: #000000;"><br />
itálico, mostrando meu nome bem pequenininho. É disfarce.<br />
No fundo, meu ego megalomaníaco gostaria que o nome<br />
estivesse em letras garrafais, brilhantes, luminosas, em<br />
Times Square, Nova York, como aliás, fazem alguns<br />
apresentadores de tv nas aberturas de seus próprios<br />
programas, em geral, com seus nomes também no título.</p>
<p>Se não o faço é mais por medo que por humildade, mais </span> <span style="color: #000000;"><br />
por escrúpulo do que por ética. Eu tenho um ego do<br />
tamanho de um bonde, descendo uma ladeira em<br />
São Francisco, sem freio e cheio de passageiros.<br />
Acredite, é mais fácil montar um touro bravo num<br />
rodeio durante oito segundos do que segurar meu<br />
ego selvagem no momento em que alguém abre<br />
a porteira desavisadamente.<br />
A porteira, aliás, acabou de ser aberta. Estou aqui,<br />
me segurando, me roendo, sangrando, navegando<br />
pela web pra me distrair e não liberar o demônio da<br />
Tazmania por uma bobagem.<br />
O pior é que a alegria da platéia é ver o circo pegar<br />
fogo e o palhaço se f..der. A simples menção de que<br />
estou em ponto de bala para deixar meu ego explodir<br />
faz com que a galera grite &#8216;pula! pula!&#8217;, &#8217;solta, solta&#8217;<br />
e &#8216;conta!conta!&#8221;.<br />
Sim, porque, assim como a indústria alimentícia e o<br />
marketing não colaboram pra que a gente emagreça,<br />
o povo não ajuda ninguém a ser generoso e humilde.<br />
Queremos sangue. Gostamos de sangue. A cor, o cheiro,<br />
o salgado do sangue nos atrai. Por isso todo mundo<br />
diminui a velocidade pra ver um acidente causando<br />
outros acidentes e muito congestionamento.<br />
O ser humano é carnívoro. Competimos por espaço<br />
há milênios. E agora, competimos também na web.</p>
<p>Competimos, é plural de majestade. Eu compito. </span> <span style="color: #000000;"><br />
Mesmo que não exista a primeira pessoa do<br />
singular do verbo competir. Dane-se. Eu sei<br />
o que meu ego indomável quer:<br />
re-co-nhe-ci-men-to.<br />
O ego quer ser admirado Quer adjetivos elogiosos e<br />
exclamações de grata surpresa. Quer muitos<br />
clap clap clap, quer ohhhhhhhhh! cheios<br />
de agás, quer beijinhos, cutchie cutchie,<br />
e muito bem.<br />
Aperto na bochecha nenê não quer, nenê<br />
não gosta.<br />
Ego é bebê. É criança, fedelho, pentelho.<br />
Ego é chato, voraz, desagradável.<br />
Inadequado. Mas está lá. Sempre pronto<br />
para clamar por justiça.<br />
Mania de ego inflado é se sentir injustiçado.<br />
Passatempo de ego grande é esmagar<br />
em nome da lei. É clamar pelo correto<br />
quando o razoável resolveria.<br />
Ego não samba, não tem jogo de cintura.<br />
Ego não dorme, morre de insônia.<br />
Ego não goza, finge prazer com gemidinhos.<br />
Quem tem ego tem problema, ema ema ema.<br />
Por isso peço ajuda, encarecidamente, a<br />
todos os que convivem com este monstro<br />
na coleira que arrasto pela mão, meu ego<br />
alemão, com mossarela italiana, convertido<br />
ao judaísmo, trancafiado num corpo pícnico,<br />
agarrado a um cérebro atento, medroso e<br />
inseguro como uma criança que segura um ursinho.<br />
Minha cabeça, é tudo o que meu ego tem pra brincar.<br />
E por isso, de vez em quando, meu ego pega<br />
meu cérebro e chuta como bola no quintal do<br />
coração e marca um gol de mão,<br />
que deveria ser anulado.<br />
Meu ego e meu cérebro, aliás, vivem em constante<br />
disputa e quem perde a partida, sou eu.<br />
Meu cérebro sobe na balança, o ego mente o peso.<br />
Meu cérebro escreve um post, o ego mede as visitas.<br />
Meu cérebro abre a porta, o ego passa primeiro.<br />
No carro, o cérebro dá a partida, o ego acelera.<br />
No vermelho, o cérebro freia, o ego xinga.</p>
<p>O cérebro quer se encontrar, o ego,se acha. </span> <span style="color: #000000;"><br />
O cérebro quer um amor, o ego, se masturba.<br />
O cérebro busca a performance, o ego quer a medalha.<br />
O cérebro quer terminar este texto, o ego sopra<br />
palavras.</p>
<p>Não é por mal, é só doença. Doença da </span> <span style="color: #000000;"><br />
ilusão, de todo ser humano, de querer ser<br />
eternamente amado.<br />
Ser continuamente reconhecido.<br />
Infinitamente aplaudido. Em pé.<br />
E, claro, com transmissão simultânea<br />
para todo o planeta.</p>
<p>Ao vivo. &#8220;</span></p>
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		<title>Minha inguinorância é pobrema meu!</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 16:59:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Lampert</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rosana Hermann]]></category>
		<category><![CDATA[Textos Desvendados]]></category>

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		<description><![CDATA[
Rosana Hermann Rides Again  &#8211; Porque nem só de Martha  Medeiros vive a Entidade Distorcedora de Textos.
Este texto foi publicado em 17 de março de 2004 na coluna que a  Rosana Hermann tinha no site Humortadela. Logo o texto foi atribuído aos  nossos dois ícones máximos: Luís Fernando Verissimo e Autor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"></p>
<p><strong>Rosana Hermann Rides Again</strong></span> <span style="color: #000000;"> &#8211; Porque nem só de Martha  Medeiros vive a Entidade Distorcedora de Textos.</p>
<p>Este texto foi publicado em 17 de março de 2004 na coluna que a  Rosana Hermann tinha no site Humortadela. Logo o texto foi atribuído aos  nossos dois ícones máximos: Luís Fernando Verissimo e Autor  Desconhecido da Silva. Vai o texto original: </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p><strong>Minha inguinorância é pobrema meu!</strong></span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Minha Santa Gramática das Últimas Concordâncias! Meu Santo Aurélio  da Ordem Alfabética! Herrar é Umano, ninguém é per-feito, cultura não é  inteligência, ninguém tem culpa de não ter formação cultural num país  que só tem Juiz Lalau mas&#8230; o que é essa santa inguinorância da Solange  do Big Brother Brasil de Quatro??? Gente, eu temo pela vida dessa moça!  Se ela entrar no Zoológico de São Paulo, corre o risco de ser  envenenada! De onde ela veio? Do Poço das Antas? Sai Capeta!!! </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Não vou nem entrar em detalhes da edição de ontem que mostrou a  grande final da 1a. Mar-anta-tona de Asneiras Estratosféricas, com Cida e  Solange competindo de pau a pau nos quesitos &#8220;brócos&#8221; e &#8220;personal  trem&#8221;. A gente sabemos (!) que elas têm origem humilde e que se tivessem  tido oportunidade tudo seria diferente. Mas assim como o pior cego é  aquele que não quer ver o pior burro é aquele que não quer aprender!  Solange QUER ficar na santa inguinorânça, quer ser grossa, faz questã  (!) de se manter porquinha! </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>A Solange é o tipo de pessoa que vai no aeroporto pra dar milho pra  avião. Ela acredita piamente que quando sobe, o avião degola e quando  desce, aterroriza! Pra ela, prédio moderno é aquele que tem garagem  mediterrânea, luz de spock, sistema de esquecimento central e playboy  pra criança brincar. Tenho certeza que ela não gosta de casa germinada  onde as paredes estão cheias de humildade e nem aceita dormir em cama  boliche! </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Ela é do tipo que mata dois coelhos com uma caixa d&#8217;água e não põe a  mãe no fogo por ninguém! E tem mais: garanto que ela nunca aprendeu  português porque acha que a matéria é um bife de sete cabeças! Um dia eu  posso até fazer uma meia-culpa por falar tudo isso da moça, já que a  ignorância é uma questão de forno íntimo, mas eu acho que ela está indo  com muita sede ao poste!!! De qualquer forma, ela não me respira  confiança! </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>A ignorância da moça é tão genuína que deveria ser tombada pelo  patrimônio histórico! (Já a Marcela deveria ser tombada pelo  patrimônio.. histérico!) </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Aliás, nesta edição que está fadada (pra não dizer mordida&#8230;) a ter  uma mulher como vencedora, estamos totalmente mal representadas. Além  da turma das superpobrinhas de espírito, há várias suspeitas sobre a  conduta das moças mais bem afortunadas. Várias matérias já insinuaram  que se uma delas for morar na Índia, vai ser considerada uma criatura  sagrada! Pegou? Pegou? Então larga que tá doendo! </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Mas a vida é como circuito elétrico, sempre tem um lado positivo. E  neste caso, o lado positivo é que um dia o programa acaba, a Solange  ladra, as caravanas passam e a gente nunca mais vai ter que assistir em  horário nobre alguém dizer &#8216;Jack o Estuprador&#8217; sem saber que está num  programa de humor!! </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Agora, com licença, que eu tenho que me recompor, de tanto rir desta  participante que tem mais sorte do que juiz ! Já ri tanto que depilei o  fígado! </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Um beijo, um browse, um aperto de mouse, </span> <span style="color: #000000;"><br />
da<br />
Rosana Hermann </span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O desafio da gordura</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 16:58:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Lampert</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rosana Hermann]]></category>
		<category><![CDATA[Textos Desvendados]]></category>

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		<description><![CDATA[
A entidade do mal mutiladora de textos e engolidora de autores deve  ser muito, muito gorda. Porque ela tem uma estranha fixação por textos  sobre dieta e padrões de beleza. O texto abaixo é mais um da Rosana  Hermann (que está roubando, no momento, o título de Miss Spam de Martha  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><br />
A entidade do mal mutiladora de textos e engolidora de autores deve  ser muito, muito gorda. Porque ela tem uma estranha fixação por textos  sobre dieta e padrões de beleza. O texto abaixo é mais um da Rosana  Hermann (que está roubando, no momento, o título de Miss Spam de Martha  Medeiros, nossa musa). O texto foi publicado em 06 de março de 2004, na  coluna da Rosana no site Humortadela, depois de raptado ganhou o título  &#8220;O desafio da gordura&#8221; (quem escolhe esses títulos??), tornou-se texto  de &#8220;Autor Desconhecido&#8221; e virou até apresentação de Power Point! (o  último estágio de degradação de um texto roubado, a meu ver)</p>
<p><strong> Por um mundo diet e uma vida light!</strong></span> <span style="color: #000000;"><br />
<em>Rosana Hermann </em></span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Tenho dois grandes problemas em relação a meu peso: dificuldade de  emagrecer e facilidade de engordar. Em algum lugar do meu DNA  implantaram um gene de urso polar e meu organismo sempre tem a sensação  de que eu vou hibernar durante seis meses e assim, resolve guardar tudo o  que como pra sobreviver ao inverno. O problema é que a vida do urso  polar é só inverno. </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Sem contar que eu devo ter um sério distúrbio oftalmológico, ligado  ao acúmulo de gordura, porque basta eu olhar para uma lasagna que minha  bunda aumenta. Pelo menos a recíproca não é verdadeira, quando eu me  sento, felizmente, não fico cega. </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Claro, ao longo da vida já engordei, emagreci, engordei, emagreci,  como qualquer sanfona histérica. Nada de tão grave que me impedisse de  virar a roleta no metrô com uma pequena ajuda ou que me fizesse entalar  na roda-gigante. Inclusive, em duas ocasiões em que eu havia engordado  muito, tive uma grande melhora depois que tiraram as crianças de dentro.  O caso é que nesse engorda-emagrecer engorda-emagrece, eu parei por  último no engorda. </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>O problema é que passar a vida inteira preocupada com o peso, é um  porre. E a pior parte é ouvir as mesmas soluções e receitas de dieta que  você não vai fazer, como &#8216;comer muita fruta, muita verdura, cortar  massas e suspender o açúcar&#8217;. Ah, então ta. Vamos cortar as massas. Pega  a tesoura, por favor. que eu vou picotar o espaguete e já volto. O  açúcar eu vou guardar em cima do armário prá ficar suspenso. As frutas  eu vou comer, todas, como um bom abacatesão e uma jaca gay. E, claro,  vou recorrer à piada mais velha do mundo e dizer que toda mulher adora  ver dura. </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Vamos deixar de ser hipócritas, o mundo ocidental, capitalista, foi  projetado para produzir gente gorda. Parece que estou vendo, os maiores  conglomerados de empresas alimentícias e a os maiores representantes da  indústria estética e farmacêutica sentados naquelas mesas de reunião que  tem lugar para 356 pessoas, todas em cadeiras de couro preto. E aí, o  povo da comida abre a reunião dizendo: </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>- Ó, vamos combinar assim, a turma de cá cobra pra engordar o povo e  a turma daí cobra pra emagrecer. Quando o pessoal perceber a jogada, a  gente de cá começa a vender produtos diet e light mais caro e fatura  mais ainda e vocês, produzem mais remédios contra obesidade e mais  clínicas de emagrecimento. Quando mais eles engordam a bunda e a barriga  mais a gente engorda nossa poupança. Combinado? </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>E todos saíram de lá com essa intenção. Dá pra ver. Você vai na  lanchonete e tudo é gorduroso, calórico e cheio de açúcar. Pra disfarçar  eles vendem uma daquelas saladinhas transgênicas cuja embalagem é mais  saudável que o conteúdo. Em qualquer lugar do planeta, na padaria, no  posto de gasolina, na banca de revistas, você pode comer salgadinhos,  bala, chocolate, tudo que engorda. Ninguém nunca viu um um pacote de  cenoura picada, pepino em rodelinha, talos de salsão na boca de caixa da  padaria. Ali é o mundo dos dadinhos, balas de goma, guardachuvinhas de  chocolate. Tudo feito, planejado e pensado pra você virar um bujão. </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Porém, não é só a parte da entrada, a ingestão da comida que é  programada para deixar você obeso e infeliz: todo o marketing da segunda  parte, a indústria do emagrecimento, foi construída para roubar no  jogo, mentir pra você e levar seu dinheirinho. As modelos que vendem  aparelhos de ginástica, fazem lipo, botam silicone e depois vão dizer  que foi aquela cadeirinha super-duper-lipo-sculpt, em quatro parcelinhas  de xis e noventa e nove, que fez com que ela ficasse com aquele  corpinho. O apresentador toma remédio pra emagrecer, faz uma plástica e  depois vende diet-sucos pra enganar você. </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Quem nasceu magro, seja magro de ruim ou magro de fome, está na  vantagem. Vai economizar muito dinheiro, tempo e sanidade mental. Quem  tem tendência a sair rolando, sabe como é o momento de enfrentar a  balança do banheiro. </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Já contei isso várias vezes, se você já leu em algum lugar pode  pular essa parte da pesagem. É um desespero. Primeiro você tira a roupa,  o sapato, a meia, e sobe na balança. Não acredita naqueles quilos  todos. Aí você faz xixi, escova os dentes, corta as unhas, pra se livrar  de mais alguns gramas e sobe na balança de novo. Nada. O ponteiro já  está rindo da sua cara e não sai do lugar. Você resolve botar mais  coisas pra fora. Chora, corta o cabelo, tira a sobrancelha, depila as  pernas, arranca uma obturação. Nada. Dá vontade de pular da janela mas  morrer gordo e pelado é o pior vexame. Melhor ficar vivo com uma  roupinha larga. Você volta, se veste e sai do banheiro se sentindo uma  pizza de ontem grudada na tampa, um lixo, um nada. </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Mas, dizem que enquanto há vida há ex-pelancas e para tudo há uma  solução. É só você fazer reeducação alimentar. Ah, bom! Era isso&#8230;  falta de educação. Agora sim, vou dividir minhas horas do dia,  fragmentar as refeições, ingerir mais proteínas do que carboidratos,  trocar o açúcar por adoçante e tudo vai dar certo. Sim, porque no fim,  você vai ao spa, faz uma lipo, bota uma prótese. Se não der certo, você  grampeia o estômago, costura a boca e amplia o reto! Você vai ver que  fácil vai ser, você vai ficar magro, direto!! </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>O que eu faria com uns &#8216;quilinhos a menos&#8217;? Sairia correndo pra dar  um soco na cara do imbecil que criou esse comercial! Aproveitando o nome  do remédio já faço a rima: vá K-gá no matagal!!! </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Agora, com licença que eu tenho que sair pra caminhar. Sabe, fazer  exercícios queima calorias&#8230; emagrece&#8230;ou pelo menos, desengorda!E,  claro, vou usar todas aquelas instruções cômicas para regime que rolam  pela web, com dados científicos como &#8220;bolacha quebrada não conta  calorias&#8221;, &#8220;tudo o que você come e ninguém vê, não engorda&#8221;, &#8220;depois da  meia noite, a comida perde o efeito&#8221;! Se não tem jeito, então, não tem  jeito. A solução é viver satisfeito! </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Um low-fat beijo, um light-browse, um diet aperto de mouse, </span> <span style="color: #000000;"><br />
da</p>
<p>Rosana Hermann</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Vaidade</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 16:57:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Lampert</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rosana Hermann]]></category>
		<category><![CDATA[Textos Desvendados]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais um da  Rosana  Hermann . Este texto foi roubado do blog da Rosana, adulterado e  postado no orkut como se fosse de Herbert Vianna e ganhou o título  &#8220;Vaidade&#8221; (leia mais aqui ). Aí vai a versão original:
&#8220;no trabalho e.. chocada 
Rosana Hermann 
Cantor do LS Jack é internado em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mais um da </span> <span style="color: #000000;"><a href="http://queridoleitor.zip.net/" target="_blank">Rosana  Hermann</a> . Este texto foi roubado do blog da Rosana, adulterado e  postado no orkut como se fosse de Herbert Vianna e ganhou o título  &#8220;Vaidade&#8221; (leia mais <a href="http://www.tecontei.com.br/site/noticia.php?noticia=4738" target="_blank">aqui</a> ). Aí vai a versão original:</p>
<p><strong>&#8220;no trabalho e.. chocada</strong></span> <span style="color: #000000;"><br />
<em>Rosana Hermann</em></span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Cantor do LS Jack é internado em coma no Rio após lipoaspiração </span> <span style="color: #000000;"><br />
É possível isso? É admissível isso? Um rapaz de 27 anos ter uma  parada cardíaca e entrar em coma após uma cirurgia de lipoaspiração?  Pelo amor de D&#8217;us, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que  não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas  ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é  muito menos lipo-as e muito mais piração?<br />
Uma coisa é saúde outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu.<br />
Hoje, D&#8217;us é a auto imagem.<br />
Religião, é dieta.<br />
Fé, só na estética.<br />
Ritual é malhação.<br />
Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo,  sentimento é bobagem.<br />
Gordura é pecado mortal.<br />
Ruga é contravenção.<br />
Roubar pode, envelhecer, não.<br />
Estria é caso de polícia.<br />
Celulite é falta de educação.<br />
Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.<br />
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?</p>
<p>A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não  pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem. </span> <span style="color: #000000;"><br />
Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa.<br />
Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria,  o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa. Não importa o  outro, a humanidade, o coletivo. Jovens não tem mais fé, nem idealismo,  nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude  fabricada.<br />
Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero  ficar legal, quero caminhar correr, viver muito, ter uma aparência  legal mas&#8230; uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de  jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos não é natural. Não é,  não pode ser.</p>
<p>D&#8217;us permita que ele volte do coma sem seqüelas. Que as pessoas  discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude. Que eu me  acalme. Que o amor sobreviva. </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>PS &#8211; Desulpe o desabafo, o texto em um fôlego só. Mas sabe, isso  é um blog.&#8221;</span></p>
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		<title>Chegou o verão</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 16:55:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Lampert</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rosana Hermann]]></category>
		<category><![CDATA[Textos Desvendados]]></category>

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		<description><![CDATA[
Início da Sessão  Rosana Hermann . Agradecendo a colaboração da  autora, que deu uma mãozona para a criatura que vos escreve, enviando os  textos originais, para a inclusão em nosso banco de dados anti-autor  desconhecido e anti-autoria trocada. O texto que segue também é  encontrado sob o título &#8220;Chegou o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<span style="color: #000000;">Início da Sessão  <a href="http://queridoleitor.zip.net/" target="_blank">Rosana Hermann</a> . Agradecendo a colaboração da  autora, que deu uma mãozona para a criatura que vos escreve, enviando os  textos originais, para a inclusão em nosso banco de dados anti-autor  desconhecido e anti-autoria trocada. O texto que segue também é  encontrado sob o título &#8220;Chegou o verão&#8221; e creditado erroneamente  a&#8230;.adivinhem quem??? Luis Fernando Verissimo!!! E ao nosso amigo  inexistente, Mr. Desconhecido. O texto foi originalmente publicado no  primeiro número da revista &#8220;Jovem Pan&#8221; e é de autoria da jornalista  Rosana Hermann, vítima constante da troca de textos na maternidade.</p>
<p>&#8220;</span> <span style="color: #000000;"><strong>The summer is tragic!</strong></span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>por </span> <span style="color: #000000;"><br />
<em>RosanaHermann</em></span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Chegou o verão. E com ele também chegam os pedágios, os  congestionamentos na estrada, os bichos geográficos no pé e a empregada  cobrando hora-extra. </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Verão tambem é sinônimo de pouca roupa e muito chifre, pouca cintura  e muita gordura, pouco trabalho e muita micose. </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Verão é picolé de Ki-suco no palito reciclado, é milho cozido na  água da torneira, é coco verde aberto pra comer a gosminha branca. </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Verão é prisão de ventre de uma semana e pé inchado que não entra no  tênis. Mas o principal, o ponto alto do verão é&#8230; a praia!! </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Ah, como é bela a praia! </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Os cachorros fazem cocô e as crianças pegam pra fazer coleção. </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Os casais jogam frescobol e acertam a bolinha na cabeça das véias. </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Os jovens de jet ski atropelam os surfistas, que por sua vez, miram a  prancha pra abrir a cabeça dos banhistas. </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>O verão é Brasil, é selva, é carnaval, é tribo de índio canibal. </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Todo mundo nu de pele vermelha. As mulheres de tanga, os homens de  calção tão justo que dá até pra ver o </span> <span style="color: #000000;"><br />
veneno da flecha, e todo mundo se comendo cru.</p>
<p>O melhor programa pra quem vai à praia é chegar bem cedo, antes do  sorveteiro, quando o sol ainda está fraco e as famílias estão chegando. É  muito bonito ver aquelas pessoas carregando vinte cadeiras, três  geladeiras de isopor, cinco guarda-sóis, raquete, frango, farofa,  toalha, bola, balde, chapéu e prancha, acreditando que estão de férias. </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Em menos de cinqüenta minutos, todos já estão instalados, besuntados  e prontos pra enterrar a avó na areia. </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>E as crianças? Ah, que gracinha! Os bebês chorando de desidratação,  as crianças pequenas se socando por uma conchinha do mar, os  adolescentes ouvindo walkman enquanto dormem. </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>As mulheres também têm muita diversão na praia, como buscar o filho  afogado e caminhar vinte quilômetros pra encontrar o </span> <span style="color: #000000;"><br />
outro pé do chinelo.</p>
<p>Já os homens ficam com as tarefas mais chatas, como perfurar um poço  pra fincar o cabo do guarda-sol. É mais fácil achar petróleo do que  conseguir fazer o guarda-sol ficar em pé. </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Mas tudo isso não conta, diante da alegria, da felicidade, da  maravilha que é entrar no mar! Aquela água tão cristalina, que dá pra  ver os cardumes de latinha de cerveja no fundo. Aquela sensação de boiar  na salmoura como um pepino em conserva. </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Depois de um belo banho de mar, com o rego cheio de sal e a  periquita cheia de areia, vem aquela vontade de fritar na chapa. </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>A gente abre a esteira velha, com cheiro de velório de bode, bota o  chapéu, os óculos escuros e puxa um ronco bacaninha. </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Isso é paz, isso é amor, isso é o absurdo do calor. </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Mas, claro, tudo tem seu lado bom. E à noite o sol vai embora. Todo  mundo volta pra casa, toma banho e deixa o sabonete cheio de areia pro  próximo. O xampu acaba e a gente acaba lavando a cabeça com qualquer  coisa, desde o creme de barbear até desinfetante de privada. As toalhas,  com aquele cheirinho de mofo que só a casa de praia oferece.Aí, uma  bela macarronada pra entupir o bucho e uma dormidinha na rede pra  adquirir um bom torcicolo. </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>O dia termina com uma boa rodada de tranca e uma briga em família.  Todo mundo vai dormir bêbado e emburrado, babando na fronha e torcendo,  pra que na manhã seguinte, faça aquele sol e todo mundo possa se  encontrar no mesmo inferno tropical. </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>The summer is tragic!&#8221; </span> <span style="color: #000000;"></p>
<p>Para quem não percebeu o link do início do post, mais um atalho para  o </span> <span style="color: #000000;"><a href="http://queridoleitor.zip.net/" target="_blank">blog da  Rosana Hermann</a></span></p>
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		<title>Bem-vindo à Holanda</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 15:48:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Lampert</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos Desvendados]]></category>
		<category><![CDATA[bem vindo à holanda]]></category>
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		<category><![CDATA[emily perl]]></category>
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		<description><![CDATA[
Esse texto circula como sendo&#8230;adivinhem de quem??? Sim!! Dele mesmo!! Do incrível, insuperável e workaholic Desconhecido, o cara que escreve compulsivamente o dia inteiro e tem milhões de textos creditados a ele. Este é um texto que merece ser devolvido à sua legítima mãe (não que os outros não mereçam). É bem raro um texto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong><span style="color: #000000;">Esse texto circula como sendo&#8230;adivinhem de quem??? Sim!! Dele mesmo!! Do incrível, insuperável e workaholic Desconhecido, o cara que escreve compulsivamente o dia inteiro e tem milhões de textos creditados a ele. Este é um texto que merece ser devolvido à sua legítima mãe (não que os outros não mereçam). É bem raro um texto me emocionar, pois eu não sou uma pessoa emotiva (sou dramática, exagerada, brincalhona, mas bastante racional nesse aspecto), mas esse texto foi muito bem escrito e mereceu um &#8220;bah, que legal&#8221; meu ao final da leitura. O que é uma grande coisa, deixo claro. <img src='http://lampert.com.br/autordesconhecido/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">É tocante, bem sóbrio, uma ótima metáfora que sim, me emocionou, dentro dos meus limites, é claro. Ilustra algo que eu sempre digo e repito: ter um filho exige muita responsabilidade e consciência. Não entendo quem engravida sem pensar em todas as possibilidades que podem acontecer. Muitas vezes as pessoas até mesmo se submetem a tratamentos atrás de um &#8220;sonho&#8221;, idealizando uma situação sem se preparar para mais nada. Recusam-se a pensar em adoção, querem o filho perfeito, que nem sempre vem como se sonhou.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Mesmo o filho biológico é uma total surpresa para os pais, tanto quanto um possível filho adotado, que já nasceu, já está aí, sozinho, sem uma chance. Às vezes ele está dentro dos padrões, às vezes ele é diferente, como pode acontecer com um filho biológico. Eu só teria um filho (biológico ou adotado) se estivesse disposta a entrar em um avião sem saber exatamente o destino. Preparada para aterrissar na Itália, na Holanda ou na Etiópia, se fosse o caso. Se todo mundo pensasse assim, provavelmente não existiria explosão demográfica <img src='http://lampert.com.br/autordesconhecido/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Li esse texto em um perfil do Orkut, gostei muito, mas desconfiei (desenvolvi um olho clínico&#8230;risos&#8230;) e resolvi pesquisar. O texto original é de Emily Perl Kinsley, autora de livros infantis, foi escrito em 1987 e traduzido em 1995 . Modificado algumas vezes depois <img src='http://lampert.com.br/autordesconhecido/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />  Aqui não uso a tradução que circula por aí, mas a minha, que não é muito diferente, mas eu preferi traduzir novamente direto do original, porque é assim que eu trabalho, minha intenção neste blog é divulgar o texto correto com a autoria correta.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>Bem-vindo à Holanda</strong><br />
<em>Emily Perl Kinsley </em></span></p>
<p><span style="color: #000000;">Freqüentemente sou solicitada a descrever a experiência de criar um filho portador de deficiência, para tentar ajudar as pessoas que nunca compartilharam dessa experiência única a entender, a imaginar como deve ser. É mais ou menos assim&#8230;</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Quando você vai ter um bebê, é como planejar uma fabulosa viagem de férias &#8211; para a Itália. Você compra uma penca de guias de viagem e faz planos maravilhosos. O Coliseu. Davi, de Michelangelo. As gôndolas de Veneza. Você pode aprender algumas frases convenientes em italiano. É tudo muito empolgante.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Após meses de ansiosa expectativa, finalmente chega o dia. Você arruma suas malas e vai embora. Várias horas depois, o avião aterrissa. A comissária de bordo chega e diz: &#8220;Bem-vindos à Holanda&#8221;.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">&#8220;Holanda?!? Você diz, &#8220;Como assim, Holanda? Eu escolhi a Itália. Toda a minha vida eu tenho sonhado em ir para a Itália.&#8221;</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Mas houve uma mudança no plano de vôo. Eles aterrissaram na Holanda e é lá que você deve ficar.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">O mais importante é que eles não te levaram para um lugar horrível, repulsivo, imundo, cheio de pestilências, inanição e doenças. É apenas um lugar diferente.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Então você deve sair e comprar novos guias de viagem. E você deve aprender todo um novo idioma. E você vai conhecer todo um novo grupo de pessoas que você nunca teria conhecido.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">É apenas um lugar diferente. Tem um ritmo mais lento do que a Itália, é menos vistoso que a itália. Mas depois de você estar lá por um tempo e respirar fundo, você olha ao redor e começa a perceber que a Holanda tem moinhos de vento, a Holanda tem tulipas, a Holanda tem até Rembrandts.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Mas todo mundo que você conhece está ocupado indo e voltando da Itália, e todos se gabam de quão maravilhosos foram os momentos que eles tiveram lá. E toda sua vida você vai dizer &#8220;Sim, era para onde eu deveria ter ido. É o que eu tinha planejado.&#8221;</span></p>
<p><span style="color: #000000;">E a dor que isso causa não irá embora nunca, jamais, porque a perda desse sonho é uma perda extremamente significativa.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">No entanto, se você passar sua vida de luto pelo fato de não ter chegado à Itália, você nunca estará livre para aproveitar as coisas muito especiais e absolutamente fascinantes da Holanda.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">&#8211;</span></p>
<p><span style="color: #000000;">E abaixo, o texto original:</span></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">Welcome to Holland</span></strong></p>
<p><em><span style="color: #000000;">by Emily Perl Kinsley </span></em></p>
<p><span style="color: #000000;">I am often asked to describe the experience of raising a child with a disability &#8212; to try to help people who have not shared that unique experience to understand it, to imagine how it would feel. It&#8217;s like this&#8230;</span></p>
<p><span style="color: #000000;">When you&#8217;re going to have a baby, it&#8217;s like planning a fabulous vacation trip &#8211; to Italy. You buy a bunch of guidebooks and make your wonderful plans. The Coliseum. The Michelangelo David. The gondolas in Venice. You may learn some handy phrases in Italian. It&#8217;s all very exciting.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">After months of eager anticipation, the day finally arrives. You pack your bags and off you go. Several hours later, the plane lands. The stewardess comes in and says, &#8220;Welcome to Holland.&#8221;</span></p>
<p><span style="color: #000000;">&#8220;Holland?!?&#8221; you say, &#8220;What do you mean, Holland? I signed up for Italy. All my life I&#8217;ve dreamed of going to Italy.&#8221;</span></p>
<p><span style="color: #000000;">But there&#8217;s been a change in the flight plan. They&#8217;ve landed in Holland and there you must stay.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">The most important thing is that they haven&#8217;t taken you to a horrible, disgusting, filthy place, fun of pestilence, famine, and disease. It&#8217;s just a different place.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">So you must go out and buy new guidebooks. And you must learn a whole new language. And you will meet a whole new group of people you would have never met.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">It&#8217;s just a different place. It&#8217;s slower-paced than Italy, less flashy than Italy. But after you&#8217;ve been there for a while and catch your breath, you look around, and you begin to notice that Holland has windmills, Holland has tulips, Holland even has Rembrandts.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">But everyone you know is busy coming and going from Italy, and they&#8217;re all bragging about what a wonderful time they all had there. And all the rest of your life you will say, &#8220;Yes, that&#8217;s where I was supposed to go. That&#8217;s what I had planned.&#8221;</span></p>
<p><span style="color: #000000;">And the pain of that will never, ever go away, because the loss of that dream is a very significant loss.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">But if you spend your life mourning the fact that you didn&#8217;t get to Italy, you may never be free to enjoy the very special, the very lovely things about Holland.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Para finalizar, uma das versões que circulam por aí, para ajudar a quem chega aqui através do google a encontrar este post:</span></p>
<p><span style="color: #000000;">&#8220;Bem-vindo à Holanda</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Autora: Emily Perl Kinsley</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Ter um bebê é como planejar uma fabulosa viagem de férias para a ITÁLIA. Você compra montes de guias e faz planos maravilhosos! O Coliseu, o Davi de Michelângelo, as gôndolas em Veneza. Você pode até aprender algumas frases em italiano. É tudo muito excitante. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><br />
Após meses de antecipação, finalmente chega o grande dia! Você arruma as malas e embarca. Algumas horas depois, você aterrissa. O comissário de bordo chega e diz: BEM-VINDO À HOLANDA!!! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><br />
Holanda??!! diz você. O que quer dizer com Holanda? Eu escolhi a Itália! Eu devia ter chegado à Itália. Toda a minha vida eu quis conhecer a Itália!<br />
Mas houve uma mudança no plano de vôo. Eles aterrissaram na Holanda, e é lá que você deve ficar.<br />
O mais importante é que eles não levaram você para um lugar horrível e desagradável, com sujeira, fome e doenças. É apenas um lugar diferente!<br />
Você precisa sair e comprar outros guias. Deve aprender uma nova língua. E irá encontrar pessoas que jamais imaginara. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><br />
É apenas um lugar diferente. É mais baixo e menos ensolarado que a Itália. Mas, após alguns minutos, você pode respirar fundo e olhar ao redor. Começa a notar que a Holanda tem moinhos de vento, tulipas, Rembrandts e até Van Goghs. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><br />
Mas todos que você conhece estão ocupados indo e vindo da Itália, comentando a temporada maravilhosa que passaram lá. E por toda a sua vida você dirá: Sim, era onde eu deveria estar. Era tudo que eu havia planejado.<br />
A dor que isso causa nunca, nunca irá embora. Porque a perda desse sonho é uma perda extremamente significativa. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><br />
Porém, se você passar a vida toda remoendo o fato de não ter chegado à Itália, nunca estará livre para apreciar as coisas belas e muito especiais existentes na HOLANDA!&#8221;</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Perigo do Pão</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Oct 2005 15:44:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Lampert</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos Desvendados]]></category>

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		<description><![CDATA[
O texto abaixo foi retirado do site www.perigodopao.com.br, é uma tradução. O texto original foi retirado daqui, atribuído a um certo &#8220;B.S. Wheatberry&#8221;, traduzido por Pinatubo e recebeu modificações pelo Knuttz, do site  http://ueba.com.br. Finalmente alguém que modifica e assume a autoria da modificação, dando nome aos bois.
Antes que o texto vire spam, me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><br />
O texto abaixo foi retirado do site <a href="http://www.perigodopao.com.br/" target="_blank">www.perigodopao.com.br</a>, é uma tradução. O texto original foi retirado <a href="http://www.eskimo.com/%7Espban/bread.html" target="_blank">daqui</a>, atribuído a um certo &#8220;B.S. Wheatberry&#8221;, traduzido por Pinatubo e recebeu modificações pelo Knuttz, do site  <a href="http://ueba.com.br/" target="_blank">http://ueba.com.br</a>. Finalmente alguém que modifica e assume a autoria da modificação, dando nome aos bois.</p>
<p>Antes que o texto vire spam, me antecipo, facilitando quem busca autoria por aqui:</p>
<p><strong>O Perigo do Pão</strong><br />
<em>Bread is Dangerous &#8211; B.S Wheatberry<br />
Tradução: Pinatubo<br />
Versão Brasileira: Knuttz</em></p>
<p>Pesquisas Sobre O Pão Indicam Que:</p>
<p>1. 100% dos consumidores de pão acabam MORTOS.</p>
<p>2. 98,3% dos presidiários que cumprem pena por crimes violentos, são usuários de pão.</p>
<p>3. 85,2% de todos os alunos do ensino médio que obtém resultados insatisfatórios nas provas, consomem pão diariamente.</p>
<p>4. No século XVIII, quando todo o pão era preparado nas próprias residências, a expectativa de vida média era de menos de 50 anos. As taxas de mortalidade infantil eram absurdamente elevadas, muitas mulheres morreram no parto e doenças tais como a febres, tifóide, amarela, e surtos de gripe dizimaram cidades inteiras.</p>
<p>5. 92,7% dos crimes violentos são cometidos dentro de 24 horas depois da ingestão de pão.</p>
<p>6. O pão é feito basicamente de farinha de trigo. Está provado que menos de 500 gramas de farinha de trigo são suficientes para sufocar um rato. O indivíduo médio, que consome em média dois pães de cinqüenta gramas por dia, terá ingerido no final do mês farinha suficiente para ter matado seis ratos.</p>
<p>7. Sociedades tribais primitivas que não fazem uso do pão, apresentam baixa incidência, de câncer, do Mal de Alzheimer, de Parkinson e da osteoporose.</p>
<p>8. Está provado estatística e cientificamente que o uso do pão, causa dependência física e mental. Pesquisa feita em voluntários, revelou que 99,8% daqueles que foram submetidos a uma dieta forçada somente à base de água, imploraram por pão, em três dias ou menos.</p>
<p>9. O pão é um alimento freqüentemente utilizado em conjunto com outros alimentos pesados e prejudiciais à saúde, tais como a manteiga, queijo, geléia e aos embutidos ricos em gorduras e colesterol.</p>
<p>10. Testes científicos comprovaram que o pão absorve a água. Partindo do princípio que o mais 90 % corpo humano é água, todo aquele que ingere pão, corre o risco de sofrer desidratação grave.</p>
<p>11. O pão é assado em fornos cujas temperaturas são mantidas acima de 200º Celsius. Essa temperatura pode matar um indivíduo adulto em menos de um minuto.</p>
<p>12. 58% dos indivíduos que consomem pão, são totalmente incapazes de distinguir entre fatos científicos comprovadamente significativos e baboseiras estatísticas sem sentido e manipuladas, como essa.</span></p>
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		<title>Preciso de Alguém</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Sep 2005 20:29:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Lampert</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos Desvendados]]></category>

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		<description><![CDATA[Este texto circula pela net atribuído a Charles Chaplin, mas sua autora é Cristiana Passinato. Com uma indignação mais do que justa, ela tenta, sozinha, fazer por seu texto o trabalho que fazemos aqui, buscando alertar os sites que inadvertidamente colocam a autoria trocada (ou o tal &#8220;Autor Desconhecido&#8221;) para que dêem os créditos à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este texto circula pela net atribuído a Charles Chaplin, mas sua autora é Cristiana Passinato. Com uma indignação mais do que justa, ela tenta, sozinha, fazer por seu texto o trabalho que fazemos aqui, buscando alertar os sites que inadvertidamente colocam a autoria trocada (ou o tal &#8220;Autor Desconhecido&#8221;) para que dêem os créditos à verdadeira autora do texto. A impressão é que somos formiguinhas lutando contra um polvo gigante. Mas quanto mais formigas formos, menor fica o polvo. Não repassemos textos sem autor, e chequemos a autoria de todos os textos que decidamos passar ou publicar. Não é difícil, não tira pedaço, é questão de respeito e ainda faz um escritor feliz <img src='http://lampert.com.br/autordesconhecido/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong>&#8220;Preciso de Alguém</strong><br />
<em>Cris Passinato</em></p>
<p>Que me olhe nos olhos quando falo.<br />
Que ouça as minhas tristezas e neuroses com paciência.<br />
E, ainda que não compreenda, respeite os meus sentimentos.<br />
Preciso de alguém, que venha brigar ao meu lado sem precisar ser convocado;<br />
alguém Amigo o suficiente para dizer-me as verdades que não quero ouvir,<br />
mesmo sabendo que posso odiá-lo por isso.<br />
Nesse mundo de céticos, preciso de alguém que creia,<br />
nessa coisa misteriosa, desacreditada, quase impossível: A Amizade.<br />
Que teime em ser leal, simples e justo, que não vá embora se algum dia eu<br />
perder o meu ouro e não for mais a sensação da festa.<br />
Preciso de um Amigo que receba com gratidão o meu auxílio, a minha mão estendida.<br />
Mesmo que isto seja muito pouco para suas necessidades.<br />
Preciso de um Amigo que também seja companheiro, nas farras e pescarias,<br />
nas guerras e alegrias, e que no meio da tempestade, grite em coro comigo :<br />
&#8221; Nós ainda vamos rir muito disso tudo &#8221; e ria muito.<br />
Não pude escolher aqueles que me trouxeram ao mundo, mas posso escolher meu Amigo.<br />
E nessa busca empenho a minha própria alma, pois com uma Amizade<br />
Verdadeira, a vida se torna mais simples, mais rica e mais bela .&#8221;</p>
<p>.</p>
<p><strong>PS:</strong> O site da Cris é: <a href="http://www.poesiasdacris.cjb.net/" target="_blank">www.poesiasdacris.cjb.net</a></p>
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