25 de abril de 2003
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cobravoadora

Hoje vi o que parecia ser uma cobra em um terreno baldio perto da minha casa. Como escrevi outro dia, tenho um certo grau de fobia por alguns animais, como coelhos e cobras, mas de todos eles as cobras ganham por vários corpos de vantagem.
E por falar em corpos, parece-me extremamente estranho o “design” das cobras. Uma mangueira com dentes, uma salsicha superdimensionada com presas afiadas.
Mas como a natureza é sábia, pode-se crer que esse é o jeito que as coisas devem ser. Já imaginou uma cobra com patas de canguru? Em dois pulos ela já estaria em seu pescoço. Ou então com asas de águia? Você nem veria o que lhe acertou.
Tudo bem que ela, dentro das formas disponíveis, tenha um dos formatos menos ameaçadores, mas, se me fosse dado um mundo e a incumbência de criar as formas dos animais desse mundo, eu certamente faria algumas alterações nas cobras.
Primeiramente eu diminuiria seus corpos para no máximo dez centímetros. Tiraria seus dentes, deixando uma boca bem preparada para comer insetos e outros bichos asquerosos. E por fim, daria a elas quatro patinhas, pois, afinal de contas, ficar rastejando por aí não é lá muito digno, mesmo para uma cobra.
Essas seriam as minhas modificações.
Alguém poderia dizer com isso que eu transformei as cobras em lagartixas. E eu responderia:
– Que se dane, o mundo é meu e eu faço as cobras como eu quero!

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