28 de abril de 2003
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galinha

Ovos fritos, via de regra, não me atraem muito. Atualmente os ovos cozidos têm despertado mais a minha atenção.
Entretanto, sempre que eu como um ovo, não me é possível deixar de pensar no pobre animal que o botou.
Meus conhecimentos galináceos certamente não são dos melhores, mas posso ao menos imaginar os instantes de agonia aos quais a pobre ave deve transpor em sua impiedosa rotina diária.
Será que a desafortunada criatura lamenta cotidianamente sua triste sorte, ou ergue todos os dias sua cabeça e encara seu destino com pios de bravura?
Talvez seja exatamente aí que resida sua força de vida. Saber que a cada dia vencerá uma guerra contra seu corpo. Saber que por maior que seja o obstáculo (o ovo, no caso) ela sempre triunfará e bradará sua conquista pelos quatro ventos. Uma vitória da mente sobre o corpo!

Mas por falar em mente, não se deve desconsiderar a forte hipótese de que ela seja tão medonhamente burra que nem se dê conta do que está acontecendo, exceto nos poucos segundos em que bota o ovo. Se não for assim, por qual outra razão uma galinha teria miolo de galinha?

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