30 de abril de 2003
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Observando o fluxo de veículos de uma rua próxima à minha casa, cheguei à conclusão de que o pior problema do nosso trânsito urbano encontra-se nas esquinas. Não somente encontra-se lá, como são elas mesmas o problema. Uma esquina é, como o nome diz, um canto, e todos sabem que coisas ruins acontecem nos cantos.
Uma prova disso é que ninguém quer ficar lá.

É comum, quando nos sentimos ameaçados e acuados, dizermos:
– Fiquei preso num cantinho!
Ou quando somos desprezados dizermos:
– Me jogaram para um canto!

Por esse motivo, fica evidente que enquanto houver esquinas em nossas cidades nosso tráfego será caótico.
E o pior não é isso. Como se já não bastasse a ruindade emanante de um único canto, quando duas ruas se cruzam, quatro cantos se encontram e se potencializam: encontramo-nos em uma encruzilhada!
Quando chegamos nesse estágio, a incerteza é nosso destino.

A duas únicas alternativas que vejo para esse terrível tormento são: a total aceitação da situação – juntamente com todos os desastres decorrentes – ou a total eliminação das esquinas.
Em ambos os casos, ficamos em um beco sem saída.

Comentários de primeira necessidade:

Quero agradecer a todos os que deixaram seus tão impulsionadores comentários neste blog, aos que o visitam somente para se distrair um pouco e também àqueles que entram aqui enganados e que saem correndo (eu não os culpo).
Desejo que saibam que dou atenção especial aos seus comentários e que, por isso, atenderei aos seus pedidos recheados de emoção sobre saber mais a respeito da minha pessoa e da minha existência nesse planeta.
Contudo, como todo lunático, sou perfeccionista. Como tal, não seria suficiente para minha cabeça dizer meus dados pessoais e características físicas. Dessa forma, não vejo outra opção a não ser contar a história da minha vida em episódios, sempre que possível, diários.
O relato se chamará “Edmund: A história de um lunático”, e deverá ter seu primeiro capítulo disponível à visualização no fim-de-semana próximo.
Aqueles que sobreviverem verão. Espero ardorosamente que todos sobrevivam.

Alucinadas saudações,

Edmund.

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