A aberração do dia dos finados
segunda-feira, novembro 2nd, 2009Eu tenho verdadeiro horror do dia dos finados, pois entendo que ele não tem base bíblica alguma. Pesquisando, descobri que a igreja católica cita várias passagens bíblicas para se apoiar, sendo que duas delas não podemos sequer considerar, já que não se tratam de livros inspirados por Deus, mas apócrifos, que não fazem parte de nossa Bíblia. Li as duas outras passagens citadas, Jó 1,18-20; Mt 12,32 e não sabia se ria ou se chorava. Poderia rir, pois essas passagens não têm absolutamente nada que possa respaldar o ir ao cemitério levar flores para o defunto, lavar o túmulo, lembrar dos mortos e orar por eles. Hein??? Parece surreal.
Poderia chorar, ao imaginar que alguém, em sã consciência, possa usar duas passagens assim, tão fora de contexto, para apoiar algo totalmente nada a ver. Que cegueira espiritual! Também me enche de revolta, ao ver, mais uma vez, o catolicismo fazer o que ele mais gosta de fazer, desde sempre: distorcer as Escrituras, para justificar as atrocidades que afastam as pessoas de Deus. O verdadeiro cristianismo não precisa distorcer as Escrituras, mas apoiar-se nelas. E o católico que deseja, mais do que ser católico, ser cristão de verdade, deve aprender a discernir essas coisas. Se ele só quer ser católico, então não é com ele que estou falando. O primeiro texto fala de quando foram contar a Jó que seus filhos morreram. A reação dele foi rasgar suas vestes, em sinal de humilhação diante de Deus, e prostrou-se, com rosto em terra, não para orar por seus filhos mortos, mas para adorar a Deus e entregar a Ele aquela situação. O segundo texto, de Mateus, narra Jesus dizendo que se alguém falar contra o Espírito Santo, não será perdoado, nem neste mundo, nem no porvir. Em que isso respaldaria a honra aos mortos?
O cristão acredita na vida eterna, na vida após a morte, sim, mas nós temos em Mateus 22:32 que Deus não é Deus de mortos, e sim de vivos. Nossos entes queridos que morreram em Cristo não estão mortos, e sim vivem em outro lugar, na dimensão celestial. Eles não têm acesso a este mundo, não podem ver suas flores, nem receber suas lágrimas, muito menos suas orações, pois também não há base bíblica para o tal do purgatório. A Bíblia diz que ao homem está ordenado morrer uma só vez, e depois disso vem o juízo. Não tem nada entre uma coisa e outra. Não existe chance alguma após a morte, nossa chance é agora. E não há absolutamente nada que os mortos possam fazer por nós aqui na Terra, ou por eles mesmos. Orar para mortos é abominação para Deus, Ele não aceita. E não reclame comigo, eu não tenho nada com isso, reclame com quem escreveu a Bíblia.
Porém, eu até entendo que, por tradição e por ignorância, os católicos empreendam suas peregrinações aos cemitérios, para honrar os mortos. Enquanto eles estiverem na ignorância, é compreensível. O que eu não entendo é que alguém que se diz cristão e que estuda a Bíblia e que realmente quer viver uma vida com Deus, de fato e de verdade, vá ao cemitério levar flores para quem nem sequer está ali. Meu amigo, você está levando flores para quem? Está honrando a quem? Seu parente está no cemitério? Ou no céu? Se ele não está no céu, eu te garanto que no cemitério ele não está. Enquanto o povo não se libertar desses rituais inúteis, não tem como se aproximar de Deus.
Ainda se esse ritual fosse vazio, meno male, mas pelo contrário, é um ritual cheio de armadilhas do inimigo. O dia dos mortos, como quase tudo no catolicismo, não se iniciou do cristianismo, mas de outras religiões, que adoravam outros deuses, coisa abominável ao Deus de Israel, que é o Deus da Bíblia, o Criador do Universo, ao qual os cristãos servem. Desde o início de tudo Ele adverte: “Não terás outros deuses diante de mim”, “Não se prostre diante de coisa alguma para adorar ou para prestar culto”. Ele diz que é abominação, diz que não aceita, etc. etc. Quem lê a Bíblia sabe disso. E Ele não aceita também quando o povo dele segue os costumes das nações que servem a outros deuses, ele pede para lançarem tudo de diante dele antes de voltarem a seguí-lo.
Deus é muito certinho, colega, ele não aceita dividir espaço com outros deuses, porque Ele é o único Deus, e os outros, que se dizem deuses, não passam de espíritos enganadores. E – mais uma vez – se você não concorda com o que estou dizendo, reclame com quem escreveu a Bíblia, e não comigo. Leia a sua Bíblia, se quiser saber a verdade. Então, por que raios seguir os costumes de nações que serviam a outros deuses? O dia dos finados foi enfiado goela abaixo do cristianismo na época em que a igreja católica já havia sufocado o cristianismo e se auto-denominou única igreja cristã verdadeira.
No século XI foi instituído o dia 2 de novembro para, à moda dos outros grupos religiosos engolidos por Roma, honrar os mortos, o “Dia dos Fiéis Defuntos”. O mal criou uma bela cilada, pois faz com que a pessoa reviva aquela perda neste dia (e qualquer pessoa normal não vai ao cemitério para ficar feliz, não é?), fique emocionalmente abalada, fragilizada, e ainda sinta-se culpada caso não leve flores, não lave túmulo, não pare em frente à gaveta para reverenciar a morte de quem nem está mais ali. Não é totalmente nonsense isso? Quem tem vida em Cristo não deve se deixar levar pela morte, devemos ter consciência de que nosso Deus é Deus de vivos, ele é Espírito e Vida.
Nossos entes queridos que morreram em Cristo estão vivos, pois Ele mesmo disse “Quem crer em mim, ainda que morra, viverá”. Os que morreram sem Cristo estão em morte eterna, longe do cemitério e nada mais podemos fazer por eles, a não ser continuar a levar a Palavra para evitar que outros sigam o mesmo destino. Quem continua a buscar mortos, honrar mortos, reverenciar mortos é morto, também. E cabe aos mortos o sepultar os seus mortos. Se temos vida, honremos a vida, e jamais a morte, pois nosso Deus venceu a morte e esta não merece, de maneira nenhuma, ser honrada.
Por aqueles nossos amados que morreram, guardamos o sentimento que tínhamos, e, como Jó, entregamos o acontecido a Deus, tranquilizando o nosso coração, pois sabemos que um dia nos uniremos a eles, em vida eterna. Fujamos das ciladas do inimigo e não percamos nosso precioso tempo, que deve ser dedicado a Deus, a coisas boas, agradáveis e felizes, dedicando-o a morte, dor, culpa, mortos, práticas contrárias à Palavra de Deus, rituais, a sentimentos que nos trazem carga negativa. Permitir-se, ao seguir um ritual anti-cristão, ter sua alma fragilizada, é abrir uma brecha considerável para o mal agir em suas emoções. A escolha é totalmente sua.
Isto, é claro, é para quem realmente quer ter uma vida de acordo com a Palavra de Deus, seguindo a direção Dele, se submeter à vontade do Senhor, e não a dogmas religiosos, a rituais por mais pré-históricos que sejam, que não tenham sustentação bíblica verdadeira. Uma das coisas de que mais falo neste site é justamente sobre negar a nós mesmos. Isso engloba lançar fora esses costumes arraigados, os hábitos que fazem parte de nossa vida e que até gostamos de seguir, mas que Deus não quer em nós. Se Ele não quer, meu amigo, não tem saída. Se você quer seguir a Ele, negue a sua vontade, submeta-se à vontade dele, e Ele vai te honrar.
